era uma vez...
 

Suave,serenamente,

Eu hoje acordei poesia.

Passei o dia versando você,

olhava em seus olhos,

distantes dos meus,

e a cada olhar,

por demais atento,

brotavam,em pensamento,

versos que seriam seus.

Mas antes que eu conseguisse

definir-te em versos,

com um simples gesto,

mero falar,

conseguiste de súbito

meus versos quebrar.

 

Cida Villela



Escrito por Silvia às 16h28
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Queria falar contigo,

dizer-te apenas que estou aqui,

mas tenho medo,

medo que toda a música cesse

e tu não possas mais olhar as rosas.

Medo de quebrar o fio

com que teces os dias sem memória.

Eugênio Andrade.

 

...pensando no Hian



Escrito por Silvia às 23h10
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  Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Escrever, por exemplo: "A noite está estrelada,
e tiritam, azuis, os astros lá ao longe".
O vento da noite gira no céu e canta.

Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Eu amei-a e por vezes ela também me amou.
Em noites como esta tive-a em meus braços.
Beijei-a tantas vezes sob o céu infinito.

Ela amou-me, por vezes eu também a amava.
Como não ter amado os seus grandes olhos fixos.
Posso escrever os versos mais tristes esta noite.
Pensar que não a tenho. Sentir que já a perdi.

Ouvir a noite imensa, mais imensa sem ela.
E o verso cai na alma como no pasto o orvalho.
Importa lá que o meu amor não pudesse guardá-la.
A noite está estrelada e ela não está comigo.

Isso é tudo. Ao longe alguém canta. Ao longe.
A minha alma não se contenta com havê-la perdido.
Como para chegá-la a mim o meu olhar procura-a.
O meu coração procura-a, ela não está comigo.

A mesma noite que faz branquejar as mesmas árvores.
Nós dois, os de então, já não somos os mesmos.
Já não a amo, é verdade, mas tanto que a amei.
Esta voz buscava o vento para tocar-lhe o ouvido.

De outro. Será de outro. Como antes dos meus beijos.
A voz, o corpo claro. Os seus olhos infinitos.
Já não a amo, é verdade, mas talvez a ame ainda.
É tão curto o amor, tão longo o esquecimento.

Porque em noites como esta tive-a em meus braços,
a minha alma não se contenta por havê-la perdido.
Embora seja a última dor que ela me causa,
e estes sejam os últimos versos que lhe escrevo.



Escrito por Silvia às 02h20
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  NEGRO DRAMA,
Entre o sucesso, e a lama,
Dinheiro, problemas,
Inveja, luxo, fama,

NEGRO DRAMA,
Cabelo crespo,
E a pele escura,
A ferida a chaga,
A procura da cura,

NEGRO DRAMA,
Tenta vê,
E não vê nada,
A não ser uma estrela,
Longe meio ofuscada,

Sente o Drama,
O preço, a cobrança,
No amor, no ódio,
A insana vingança,

NEGRO DRAMA,
Eu sei quem trama,
E quem tá comigo,
O trauma que eu carrego,
Pra não ser mais um Preto Fudido,

O drama da Cadeia e Favela,
Tumulo, sangue,
Sirene, choros e velas,

Passageiro do Brasil,
São Paulo,
Agonia que sobrevivem,
Em meia zorra e covardias,
Periferias,vielas e cortiços,

Você deve tá pensando,
O que você tem a ver com isso,
Desde o início,
Por ouro e prata,

Olha quem morre,
Então veja você quem mata,
Recebe o mérito, a farda,
Que pratica o mal,

me vê, Pobre, preso ou morto,

Já é cultural,
Histórias, registros,
Escritos,
Não é conto,
Nem fabula,
Lenda ou mito,

Não foi sempre dito,
Que preto não tem vez,
Então olha o castelo e não,
Foi você quem fez Cuzão,

Eu sou irmão,
Dos meus truta de batalha,
Eu era a carne,
Agora sou a propria navalha,

Tim..Tim..

Um brinde pra mim,
Sou exemplo, de vitorias,
Trajetos e Glorias,

O dinheiro tira um homem da miséria,
Mas não pode arrancar,
De dentro dele,
A Favela,

São poucos,
Que entrão em campo pra vencer,
A alma guarda,
O que a mente tenta esquecer,

Olho pra traz,
Vejo a estrada que eu trilhei,
Mococa,
Quem teve lado a lado,
E quem só fico na bota,
Entre as Frases,
Fases e varias etapas,

De quem é quem,
Dos Manos e das Minas fraca,

Hum..

NEGRO DRAMA de estilo,
Pra ser,
E se for,
Tem que ser,
Se temer é milho,

Entre o gatilho e a tempestade,
Sempre a provar,
Que sou homem e não um covarde,
Que Deus me guarde,

Pois eu sei,
Que ele não é neutro,
Vigia os rico,
Mais ama os que vem do Gueto,

Eu visto Preto,
Por dentro e por fora,

Guerreiro,
Poeta entre o tempo e a memória,
Hora,
Nessa história,
Vejo o dolar,
E varios quilates,

Falo pro mano,
Que não morra, e tambem não mate,
O Tic Tac,
Não espera veja o ponteiro,
Essa estrada é venenosa,
E cheia de morteiro,

Pesadelo,
Hum,

É um elogio,
Pra quem vive na guerra,
A PAZ
Nunca existiu,
No clima quente,
A minha gente soa frio,

tinha um Pretinho,
Seu caderno era um Fuzil,

Um Fuzil,
NEGRO DRAMA,



Escrito por Silvia às 23h05
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Los Hermanos - Os Pássaros
Rodrigo Amarante
Eu aflito e só
Confuso sem você por aqui
Assim eu sonhei
Mas isso eu não quis
Que diferença o dia se fez
Assim
Há um conflito um nó
Eu difuso enfim
Os pássaros vem
Me levar aí
Visitar o céu
E pra ver você levantando o véu
Pra mim
Mas eles só me vem
Quando eu já não sei
Se eu estou são
O que é um sonho ruim?
E o que é um sonho bom?
Que diferença a vida é igual.
É assim eu não sei
Eu não sei...
Eu não sei...
Se isso é você
Que bate aí
Se é pra eu te ver então deixa eu dormir
.............letra perfeita....................pensando no Rdo...


Escrito por Silvia às 11h21
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"Com o tempo você vai percebendo que para ser feliz com outra pessoa, você precisa em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa que você ama ou acha que ama, e que não quer nada com você, definitivamente, não é a pessoa da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar, não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você..!"

 

 



Escrito por Silvia às 11h17
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  adoro esse poema!

entre as maravilhas mórbidas
lidas num jornal
existe uma luz

(estaria entre o melhor dos tolos
ou no pior dos sábios?
ledo engano!)

raspo as tintas com que pintaram
meus sentidos
rasgo as roupas em que puseram
meus pedaços
sujos e quebrados

reencontro minha preocupação perdida
(poderia morrer agora entre rosas
e ninguém me encontraria!)

meus desejos não convencem.
esqueçam as pétalas.
voltemos aos papéis.



por Suhelen


Escrito por Silvia às 20h00
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"Poesia Morta"
'Quase consigo...Tentei...Falhou...
Disse que sim e neguei ao mesmo Tempo
Chorei a angustia dos fortes...Curti a sonolência dos fracos.
Nao fui forte..Mas fui á luta...Estendi a mão...
E soub ser rude...
Gritei forte, mas alguem mais forte gritou...
Fui quase tudo...E em nada me transformei.
Fui quase tudo... E em nada me transformei.
Fui sorte...Mas a má-sorte foi também
Levei fé comigo...Mas o ateismo não me abandonou.
Do sangrado terei provito...
Do maléfico minha historia
Do amor a ilusao constante...
No calor derramarei lagrimas
Fui estranho....Da víbora emprestei veneno....
Da vida o prazer eterno...
Tenho sede no deserto da mal-informacão...
Minha luta não foi em vão....
Acredite, sempre vou acredite....
Ainda que seja a ultima centelha, ainda surgirá...
Mesmo contra a vontade da maioria...
Ainda veremos um mundo diferente....


Escrito por Silvia às 19h46
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  -Ursinho De Dormir


E hoje eu descobri
O quanto eu te quero
Ursinho de dormir
Vem que eu te espero assim
E eu hei de conquistar
Teu coração durão demais
Que não quis pagar pra ver
Nem dar o braço a torcer...
Eu vou te levar pro mar
Nas pedras eu vou te amar
E ao ver o sol se pôr
Eu vou te matar de amor
Eu vou te levar pro céu
Pra onde você quiser
Eu tenho um black pra depois
Pra brindar o infinito de nós dois, de nós dois...de nós
dois.

Armandinho

\o/essa música eh tudibom\o/

Escrito por Silvia às 20h07
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  "Joana mãe dos anjos,
donde vem a perversão?
Marijuana do perdão,
donde vem a perfeição?"



Autor desconhecido

Escrito por Silvia às 18h28
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  O Morcego



Meia-noite. Ao meu quarto me recolho.

Meu Deus! E este morcego! E, agora, vede:

Na bruta ardência orgânica dasede,

Morde-me a goela ígneo e escaldante molho.



“Vou mandar levantar outra parede...”

-- Digo. Ergo-me a tremer. Fecho o ferrolho

E olho o teto. E vejo-o ainda, igual a um olho,

Circularmente sobre a minha rede!



Pego de um pau. Esforços faço. Chego

A tocá-lo. Minh’alma se concentra.

Que ventre produziu tão feio parto?!



A Consciência Humana é este morcego!

Por mais que a gente faça, à noite ele entra

Imperceptivelmente em nosso quarto!





Augusto dos Anjos

Escrito por Silvia às 16h54
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